Eu quero, eu analiso
Ela é duas. Passou de “ariana eu quero” a “virginiana eu analiso”. Foi. Essa mudança pôde ser percebida por quem convive com ela e sentida claramente por ela mesma, assim que sentiu-se balzaquiana.
A impulsividade deu lugar à serenidade. As ações em série deram lugar às ações espaçadas com momentos de reflexão.
A ariana curtiu, se divertiu, sorriu, bebeu, carnavalizou, foi inconsequente, teve filha ainda adolescente, fez publicidade e não se formou, fez jornalismo e se graduou. Namorou, namorou e namorou! Ufa, como ela namorou! Engatou um relacionamento no outro.
Cansou, sofreu, ganhou cicatrizes, aparentes e na alma. Ela foi forte, saiu cedo de casa pra criar sua filha, conquistou espaço no mercado de trabalho. Aprofundou histórias, amizades. Fez muitos amigos, se mudou muitas vezes. Rompeu relações, disse chega, se afastou de pessoas, fez faxina.
Estudou psicologia infantil, acreditou no fim dos tempos, parou tudo para educar Anita.
A virginiana chega com poucos e verdadeiros amigos. Bebe só vinho e muito de vez em quando. Namora muito menos. Faz arte. Adora ficar em casa. Curte seu cachorro, aprendeu a gostar de gatos. Pinta quadros coloridos. Ela quebra pedras, mas monta os caquinhos dando formas coloridas.
Sempre acreditou em Deus!